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Barragem de rejeitos da Bamin será três vezes maior que a de Ceraíma e corresponde a área de 55 estádios de futebol.

Data publicação: 08/02/2019

Após a tragédia da barragem da Vale,  em  Sobradinho em Minas Gerais, que deixou 150 mortes, o assunto sobre a construção da barragem de rejeito pertencente a Bamin, na região de Caetité e Pindaí, ficou em evidencia e gerou desconfiança e incertezas a população de toda região que fica no  torno do empreendimento.


Em nota explicativa, a Bamin informou a Rede CN, que o empreendimento de construção da barragem terá capacidade de 180 milhões de metros cúbicos, ou seja, maior que a barragem de Ceraíma em Guanambi e com espaço comparado de 55 estádios de futebol. 


Na nota, a empresa ainda afirma que uma área de 430 hectares de terra serão ocupadas quando estiver em sua capacidade máxima de produção e que o projeto batizado de Mina Pedra de Ferro, irá gerar 1500 empregos diretos, podendo chegar ao número de 20 mil indiretos. A expectativa, é que 20 milhões de toneladas sejam extraídas da mina por ano. 

Para inicio do empreendimento, a Bamin depende diretamente da finalização das obras da  FIOL, (Ferrovia de  Integração Oeste Leste),  que vem sendo executada pelo Governo Federal e com 74% dos serviços executados. A previsão é que a mesma esteja concluída em 2020, dando condições para o andamento do projeto da mina de ferro.


Sobre a segurança da construção da barragem de rejeitos em Caetité e Pindaí, a empresa  Bamim, que pertence ao grupo Cazaquistanês - ERG- Eurasina Rosources Group, multinacional de mineração, informou que o projeto foi minuciosamente elaborado e que o local que fica  em um vale, ao lado do complexo de beneficiamento do minério, é o mais adequado para a construção, favorecendo não somente ao empreendimento, e sim  todas as partes envolvidas. A construção será baseada no alteamento à jusante, técnica, segundo a empresa mais cara e segura, onde o rejeito é usado para construção do avanço. A maior parte da água é recuperada e  volta em grande parte para o processo de beneficiamento  e limpa. A empresa afirmou na nota que já possui todas as licenças necessárias para sua implementação.


A Bamin também foi categórica no informativo, em afirma, que o projeto vai desenvolver a economia da região deixando estado da Bahia, na 3º posição de maior produtor de minério de ferro do Brasil e gerando divisas para os municípios envolvidos. A arrecadação de impostos por exemplo na cidade de Caetité, podem alcançar números jamais visto na história da cidade. 


Na contra mão, associações e conselhos de comunidades, defendem que a Barragem de rejeito da Bamin, trará prejuízos incalculáveis a flora e a fauna da região, acabando com nascentes de rios, acarretando feridas no meio ambiente que irão afetar  diretamente toda a população em torno do parque de produção do minério.  O Ministério Público já recomendou que a empresa não construa a barragem no local atual e que estudos mais aprofundados sejam feitos.    



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