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Maia volta a atacar governo Bolsonaro e recebe, cada vez mais, apoio de partidos

Data publicação: 23/03/2019

Via MSN- O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a atacar o governo do presidente Jair Bolsonaro. Neste sábado (23.mar.2019), o demista disse que o presidente não deveria “terceirizar a articulação política” com o Congresso.


Para ele, Bolsonaro está tentando transferir para os chefes da Câmara e do Senado a responsabilidade que, segundo Maia, deveria ser do presidente da República.


“Quer dizer, transfere para o presidente da Câmara e para o presidente do Senado uma responsabilidade que é dele. Fica transferindo e criticando: ‘Ah, a velha política está me pressionando, estão me pressionando’. Ele precisa assumir essa articulação, porque ele precisa dizer o que é a nova política”, disse ao chegar para reunião do PPS, em Brasília.


Segundo Maia, o Brasil quer construir 1 ambiente novo. “Ele [Bolsonaro] foi eleito para isso, ele precisa colocar alguma coisa no lugar”, afirmou.


O congressista acha que, quando voltar da viagem que está fazendo ao Chile, Bolsonaro deveria conversar pessoalmente com os partidos que apoiam a reforma da Previdência.


PARTIDOS

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o deputado Elmar Nascimento (BA), líder do DEM na Câmara, comparou o governo Bolsonaro a 1 carro desgovernado. Ele concorda que o presidente e seus auxiliares não estão articulando para que a agenda do governo seja aprovada pelo Congresso.


A bancada do PSD na Câmara divulgou uma nota de apoio a Rodrigo Maia no Facebook, neste sábado (23.mar):


“[..]Para a bancada do PSD na Câmara dos Deputados, os ataques gratuitos à pessoa do Presidente Rodrigo Maia, além de agredir covardemente a sua dignidade pessoal e política, buscam erodir, sobretudo, o Poder Legislativo, esteio do regime democrático e fundamento da República. A nossa pronta e contundente repulsa a esses ataques é, também, um alerta contra os maléficos desígnios dos que hoje agridem reputações e amanhã, se permitirmos, avançarão contra as instituições.”, diz trecho da nota.


ATRITO NÃO É DE HOJE

Na 4ª feira (20.mar), Rodrigo Maia criticou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. “Eu acho que ele conhece pouco política. Eu sou presidente da Câmara, ele é ministro funcionário do presidente [Jair] Bolsonaro. Então o presidente Bolsonaro tem que dialogar comigo. Ele [Moro] não é presidente da República, não foi eleito para isso”, disse.


Na 6ª feira (22.mar), Maia disse, em entrevista à TV Globo, que o presidente “precisa ter mais tempo para cuidar da Previdência e menos tempo cuidando do Twitter”.


Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada neste sábado, o presidente da Câmara chamou a gestão bolsonarista de 1 “deserto de ideias”.


Na visão de Maia, a crise no relacionamento entre os poderes Executivo e Legislativo nesta semana foi criada pelo próprio governo.


“Do meu ponto de vista, ela não devia nem ter sido criada, mas ela foi criada pelo entorno do governo. Para mim já acabou, já falei o que eu tinha para falar. Agora, eu quero focar naquilo que eu acredito que é fundamental, que é mudar o Brasil, reorganizar o Estado brasileiro para que o Estado brasileiro deixe de servir a poucas corporações públicas e privadas e passe a servir a sociedade brasileira”, disse.


RESPOSTAS

Na 5ª feira (21.mar), o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, perguntou em seu Instagram “por que o presidente da Câmara [Rodrigo Maia] anda tão nervoso?”. Oficialmente, a publicação faz referência às críticas de Maia ao ministro Sérgio Moro.


Na última 6ª feira (22.mar), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que tem a intenção de conversar com o presidente da Câmara para tentar retomar a articulação em torno da reforma da Previdência.


No entanto, em café da manhã com empresários no Chile, neste sábado, Bolsonaro voltou a declarar que “infelizmente” no Brasil há pessoas que “não querem largar a velha política“.


“Alguns, não são todos, não querem largar a velha política que, infelizmente, nos colocou nesta situação bastante crítica em que nos encontramos”, disse. Segundo o militar, mesmo com ele “calado”e fora do Brasil, ocorrem atritos no país.

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